Medo de Tomar Ayahuasca?
Sentir medo é comum. Este texto aborda os principais receios relacionados à ayahuasca, como medo de passar mal, de perder o controle ou de viver algo desconhecido, trazendo informação, contexto e clareza para quem busca compreender antes de decidir.
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Medo de tomar Ayahuasca?
Entendimento, preparo e responsabilidade antes da vivência
O medo
Sentir medo antes de uma experiência com ayahuasca é totalmente comum.
Para muitas pessoas, esse sentimento surge diante do desconhecido e das histórias que circulam sobre essa medicina poderosa.
Na maioria das vezes, o medo não vem da experiência em si, mas da falta de informação clara, das expectativas criadas ou da forma como o tema é apresentado.
Grande parte dos conteúdos disponíveis na internet aborda a ayahuasca de maneira sensacionalista. É comum encontrar relatos com títulos extremos, como “minha experiência de quase morte”, mesmo quando o conteúdo do vídeo fala positivamente da vivência. Esse tipo de abordagem busca gerar visualizações, mas acaba criando medo, distorção e insegurança.
Também existem, infelizmente, registros no Brasil de experiências negativas e até de óbitos associados ao uso da ayahuasca. Diante de notícias assim, é fundamental compreender o contexto em que a medicina foi aplicada. Em muitos casos, esses episódios estão ligados ao uso irresponsável, à falta de preparo, à ausência de estrutura ou à condução inadequada.
A ayahuasca, quando utilizada sem responsabilidade, pode se tornar perigosa.
Por isso, informação e contexto são fundamentais.
Mais adiante, você encontrará um capítulo sobre o que observar ao escolher um local para vivenciar ayahuasca.
Medo de não voltar ao normal
Um dos medos mais frequentes é o receio de “não voltar”, de entrar em um estado alterado de consciência e permanecer nele indefinidamente.
Esse medo costuma estar ligado à falta de entendimento sobre o funcionamento da experiência e sobre a importância da condução responsável.
Por isso, no Instituto Cobra Coral, todas as pessoas passam por um processo cuidadoso de triagem, que inclui:
formulário de saúde
levantamento de uso de medicamentos
avaliação do momento de vida
conversa prévia antes da confirmação
Esse processo existe para identificar quem não deve participar, seja por uso de determinados medicamentos ou por não ser o momento adequado.
Além disso a ayahuasca não é servida de forma padronizada.
Trabalhamos com o que chamamos de ciência da dosagem, onde cada pessoa é acompanhada individualmente durante toda a cerimônia.
Quem está vindo pela primeira vez não recebe a mesma dose de alguém mais experiente. A experiência é construída aos poucos, respeitando o ritmo, a sensibilidade e o momento de cada participante.
Esse cuidado permite que a pessoa:
compreenda como a medicina age em seu corpo
se sinta segura durante o processo
aprofunde gradualmente, se for adequado
Nada é forçado.
Tudo acontece dentro do possível para cada pessoa.
Dessa forma tudo acontece com muita tranquilidade.
Medo de passar mal
Outro receio comum está relacionado ao medo de passar mal durante a experiência, especialmente em relação a náuseas, vômitos ou desconfortos físicos.
É importante compreender que a ayahuasca pode provocar reações físicas variadas, que não acontecem da mesma forma para todas as pessoas. Essas reações não são um objetivo da vivência, nem um indicativo de que algo está “dando errado”.
Muitas pessoas que sentem esse medo já convivem, no dia a dia, com diferentes tipos de desconforto — ansiedade, dificuldade para dormir, hábitos nocivos, compulsões ou uso contínuo de medicamentos. O receio surge justamente por não saber como o corpo e a mente irão responder a algo novo.
A experiência com ayahuasca não é sobre forçar o corpo, mas sobre escutar e atravessar processos com consciência e cuidado.
Cada vivência é única e não existe uma forma certa ou errada de sentir.
Muitas pessoas relatam mudanças positivas após a vivência com ayahuasca, como maior clareza emocional, mudanças de comportamento ou novas percepções sobre a própria vida.
Por isso não tomamos ayahuasca para passar mal mas sim para passar bem!
Isso não significa que a ayahuasca seja um passe de mágica ou que ela faça todo o trabalho sozinha.
Compreendemos a ayahuasca como uma ferramenta de expansão de consciência e despertar. A partir do momento em que determinados aspectos se tornam mais claros, cabe à própria pessoa assumir a responsabilidade pelas mudanças no cotidiano.
O processo continua depois da cerimônia, na forma como cada um integra o que foi vivido.
O que observar ao escolher um local para vivenciar ayahuasca?
Talvez uma das perguntas mais importantes seja:
Onde e com quem viver essa experiência?
É fundamental que a pessoa saiba:
onde está indo
qual é o contexto do local
quem conduz
como funciona o preparo
como será o acompanhamento
Infelizmente, existem espaços que recebem pessoas de primeira vez sem estrutura adequada, sem equipe de apoio treinada e sem condições mínimas de cuidado — como número insuficiente de banheiros ou ausência de acompanhamento durante a noite.
Muitos problemas surgem quando a ayahuasca passa a ser tratada como algo que “cura tudo”, substituindo a responsabilidade por crença.
Esse tipo de abordagem é perigosa.
Um trabalho responsável exige:
estrutura física adequada
equipe preparada
compreensão do estado de saúde dos participantes
cuidado com a dosagem
conhecimento da procedência da medicina
acompanhamento antes, durante e depois
No Instituto Cobra Coral, esses pilares não são opcionais, são a base do trabalho.
Um convite à escolha consciente
Sentir medo não é sinal de fraqueza.
Buscar informação, compreender o processo e escolher um local que atue com seriedade faz toda a diferença na experiência.
Se você chegou até aqui, talvez esteja buscando entender melhor antes de decidir.
Isso já é parte do cuidado.
Consciência começa na escolha.
Se desejar conhecer como essa vivência acontece no Instituto Cobra Coral, convidamos você a explorar nossas orientações e compreender o processo com calma, clareza e responsabilidade.